Bahia
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Mostra Sesc de Cinema




Com o objetivo de promover a difusão da produção cinematográfica brasileira que não chega ao circuito comercial de exibição, o Serviço Social do Comércio, através da Mostra Sesc de Cinema, pretende contribuir para o campo audiovisual sendo um espaço de lançamento e promoção de artistas de todo o país. Além da premiação com um contrato de licenciamento para exibição pública, a Mostra Sesc de Cinema certificará os destaques de melhor roteiro, filme, direção de fotografia, desenho de som, direção de arte, direção de elenco e montagem.
Desta forma, a Mostra busca contribuir para a difusão e fortalecimento da produção artística audiovisual nacional, promovendo discussão e intercâmbio entre realizadores, público, estudantes e críticos, por meio da realização de mostras estaduais e nacional, compreendendo as produções audiovisuais oriundas dos estados de cada uma das cinco regiões do País (Norte, Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste) e de uma mostra nacional.
Na primeira fase da Mostra, entre janeiro e março, foram realizadas 32 inscrições em todo o Estado da Bahia, sendo 16 oriundas de diversas cidades do interior. A maior parte das inscrições foi de filmes de curta-metragem, 28 ao todo, entre ficção e documentário. O processo de seleção ocorreu por meio da comissão estadual que validou as inscrições e selecionou 20 obras para compor a programação da etapa estadual da Mostra. A etapa estadual da Mostra será realizada em três cidades baianas entre os dias de 2 e 12 de junho de 2017, com entrada franca. Informações: 3254-3911 ou 3273-8733. Confira a programação completa a seguir:

Salvador | Sala Walter da Silveira (Biblioteca Pública dos Barris). Ao final das sessões, realizadores dos filmes estarão disponíveis para um bate-papo com o público no café bar do espaço cultural.

2 de junho (sexta-feira)

19h – Abertura e premiação dos melhores nas categorias: Direção, Direção de Arte, Direção de Atores, Direção de Fotografia, Desenho de Som, Montagem e Roteiro.
20h – Exibição do filme “Cores e Flores para Tita” (documentário, 91min, 12 anos), com direção de Susan Kalik.
21h30 - Coquetel

3 de junho (sábado)

14h - Exibição dos filmes: “Muros” (documentário, 24min, livre), com direção de Camele Queiroz e Fabrício Ramos; “Restos” (ficção, 16min, 12 anos), com direção de Renato Gaiarsa; “Obra Autorizada” (documentário, 16min, livre), com direção de Iago Cordeiro Ribeiro; “A Noite Mais Longa de Minha Vida” (ficção, 17min, 14 anos), com direção de Calebe Lopes; e “Mulher Olho de Peixe – Acupe” (documentário, 29min, livre), com direção de Graciela Natansohn.

16h30 – Exibição dos filmes: “Latossolo” (documentário, 18min, livre), com direção de Michel Santos;  “Sísifo do Vale” (documentário, 25 min, livre), com direção de George Varanese Neri; “Minotauro - Viagem ao Labirinto do Corpo” (ficção, 22min, 12 anos), com direção de Leonardo França; e “Ifá” (documentário, 20min, 12 anos), com direção de Leonardo França.
19h - Exibição dos filmes: “O Ouro de Muribeca” (ficção, 21 min, 10 anos), com direção de Talles Wigino Pereira Lins; “No Rastro do Fogo” (documentário, 24 min, livre), com direção de Guto Peixinho; “Astrogildo e a Astronave” (ficção, 18 min, livre), com direção de Edson Bastos; “Como Somos” (documentário, 29min, livre), com direção de Naira Soares e Mirella de Souza.

4 de junho (domingo)

16h - Exibição dos filmes: “A Bicicleta de Kant” (ficção, 8min, 10 anos), com direção de L. H. Girarde; “Inferno” (ficção, 10min, 12 anos), com direção de João Marciano Neto; “O Poeta da Saudade: Humberto Porto” (documentário, 29min, livre), com direção de Lucas Pondé; e “O Lado de cima da cabeça” (documentário, 14 min, livre), com direção de Naira Soares.
19h - Exibição dos filmes: “Mulher de Roxo” (ficção/videoclipe, 6 min, livre), com direção da Turma 6 de Vídeo da Oi Kabum Salvador; e “Tropykaos” (ficção, 82min, 18 anos), com direção de Daniel Lisboa.


Barreiras | Centro de Atividades Sesc (Teatro)

9 de junho (sexta-feira)

16h – Exibição do filme “Cores e Flores para Tita” (documentário, 91min, 12 anos), com direção de Susan Kalik.
18h - Exibição dos filmes: “Muros” (documentário, 24min, livre), com direção de Camele Queiroz e Fabrício Ramos; “Restos” (ficção, 16min, 12 anos), com direção de Renato Gaiarsa; “Obra Autorizada” (documentário, 16min, livre), com direção de Iago Cordeiro Ribeiro; “A Noite Mais Longa de Minha Vida” (ficção, 17min, 14 anos), com direção de Calebe Lopes; e “Mulher Olho de Peixe – Acupe” (documentário, 29min, livre), com direção de Graciela Natansohn.

10 de junho (sábado)

16h – Exibição dos filmes: “Latossolo” (documentário, 18min, livre), com direção de Michel Santos;  “Sísifo do Vale” (documentário, 25 min, livre), com direção de George Varanese Neri; “Minotauro - Viagem ao Labirinto do Corpo” (ficção, 22min, 12 anos), com direção de Leonardo França; e “Ifá” (documentário, 20min, 12 anos), com direção de Leonardo França.
18h - Exibição dos filmes: “Mulher de Roxo” (ficção/videoclipe, 6 min, livre), com direção da Turma 6 de Vídeo da Oi Kabum Salvador; e “Tropykaos” (ficção, 82min, 18 anos), com direção de Daniel Lisboa.

11 de junho (domingo)

16h - Exibição dos filmes: “A Bicicleta de Kant” (ficção, 8min, 10 anos), com direção de L. H. Girarde; “Inferno” (ficção, 10min, 12 anos), com direção de João Marciano Neto; “O Poeta da Saudade: Humberto Porto” (documentário, 29min, livre), com direção de Lucas Pondé; e “O Lado de cima da cabeça” (documentário, 14 min, livre), com direção de Naira Soares.
18h - Exibição dos filmes: “O Ouro de Muribeca” (ficção, 21 min, 10 anos), com direção de Talles Wigino Pereira Lins; “No Rastro do Fogo” (documentário, 24 min, livre), com direção de Guto Peixinho; “Astrogildo e a Astronave” (ficção, 18 min, livre), com direção de Edson Bastos; “Como Somos” (documentário, 29min, livre), com direção de Naira Soares e Mirella de Souza.

Vitória da Conquista | Centro de Atividades Sesc (Auditório)

10 de junho (sábado)

16h – Exibição do filme “Cores e Flores para Tita” (documentário, 91min, 12 anos), com direção de Susan Kalik.
18h - Exibição dos filmes: “Muros” (documentário, 24min, livre), com direção de Camele Queiroz e Fabrício Ramos; “Restos” (ficção, 16min, 12 anos), com direção de Renato Gaiarsa; “Obra Autorizada” (documentário, 16min, livre), com direção de Iago Cordeiro Ribeiro; “A Noite Mais Longa de Minha Vida” (ficção, 17min, 14 anos), com direção de Calebe Lopes; e “Mulher Olho de Peixe – Acupe” (documentário, 29min, livre), com direção de Graciela Natansohn.

11 de junho (domingo)

16h - Exibição dos filmes: “Latossolo” (documentário, 18min, livre), com direção de Michel Santos;  “Sísifo do Vale” (documentário, 25 min, livre), com direção de George Varanese Neri; “Minotauro - Viagem ao Labirinto do Corpo” (ficção, 22min, 12 anos), com direção de Leonardo França; e “Ifá” (documentário, 20min, 12 anos), com direção de Leonardo França.
18h - Exibição dos filmes: “Mulher de Roxo” (ficção/videoclipe, 6 min, livre), com direção da Turma 6 de Vídeo da Oi Kabum Salvador; e “Tropykaos” (ficção, 82min, 18 anos), com direção de Daniel Lisboa.

12 de junho (segunda-feira)

16h - Exibição dos filmes: “A Bicicleta de Kant” (ficção, 8min, 10 anos), com direção de L. H. Girarde; “Inferno” (ficção, 10min, 12 anos), com direção de João Marciano Neto; “O Poeta da Saudade: Humberto Porto” (documentário, 29min, livre), com direção de Lucas Pondé; e “O Lado de cima da cabeça” (documentário, 14 min, livre), com direção de Naira Soares.
18h - Exibição dos filmes: “O Ouro de Muribeca” (ficção, 21 min, 10 anos), com direção de Talles Wigino Pereira Lins; “No Rastro do Fogo” (documentário, 24 min, livre), com direção de Guto Peixinho; “Astrogildo e a Astronave” (ficção, 18 min, livre), com direção de Edson Bastos; “Como Somos” (documentário, 29min, livre), com direção de Naira Soares e Mirella de Souza

Sinopse dos Filmes

Cores e Flores para Tita - Ao documentar a foto-ativista, Andréa Magnoni, na construção de uma exposição em homenagem ao seu tio Renato “Tita”, homem trans morto em 1973, o filme aborda a Transgeneridade através dos fatos sobre o tio, que ela traz à tona: sua real identidade de gênero, um provável estupro, e as consequências que o levaram ao suicídio aos 15 anos. Construindo um diálogo entre o vilipêndio vivenciado por ele, há mais de 40 anos, e a luta contra a transfobia nos dias atuais, o filme traz à luz depoimentos de pessoas trans que foram fotografadas para a composição da exposição fotográfica homônima, realizada por Magnoni em maio de 2016. São quatro mulheres trans/travestis e quatro homens trans em diferentes idades e vivências, em depoimentos sobre suas conquistas, suas dores, descobertas e, principalmente, sua militância e a coragem de lutar para serem respeitados por serem quem são.

Tropykaos – A obra é realismo caótico. Guima, um jovem poeta, tenta interagir com a cidade, fazer parte dela, mas parece não ter corpo para isso. É o verão mais caloroso dos últimos 50 anos e os raios “ultraviolentos” estão por toda parte. O Sol é a metáfora maior de um sistema violento que adormece e agride a todos. A sociedade, a família, amigos e amores se deformam com o calor. Guima parece despertado, parece o primeiro a sentir os malefícios da exposição a “ultraviolência solar”. Na beira do que pode ser o último dos carnavais, Guima enfrenta a cidade e a si mesmo buscando a iluminação no trópico caótico. Melhor filme na mostra Transições da 16ª Mostra de Cinema de Tiradentes (MG).

Mulher de Roxo - Realizado pela 6ª Turma de Video da Oi Kabum/Salvador, o híbrido entre curta-metragem e videoclipe traz de volta em evidência a Mulher de Roxo, figura icônica da cidade do Salvador nos anos de 60 à 80, pela ótica de um garoto de 12 anos,o Eduardo, no qual só a conhece por histórias contadas pela mãe. A dúvida se ela ainda existe paira sobre a cabeça. Produzido por Andreza Santos; dirigido pela 6ª Turma de Video da Oi Kabum/Salvador; argumento e roteiro de Vinícius Eliziario; direção de fotografia por Roberjan Magalhães e Vinícius Eliziário; direção de arte por Armando Azevedo; montagem e edição por Mireli Almeida e Iris de Oliveira; trilha sonora: Banda Cascadura com participação de Pitty na canção “Mulher de Roxo”.

A Bicicleta de Kant - No interior de um teatro vazio e em um tempo que pouco importa, um espetáculo está prestes a começar. No escuro, passos são ouvidos, mas não há ninguém lá. O alarme do teatro toca indicando o início. E no palco, há apenas uma atriz prostrada sobre uma bicicleta, uma misteriosa manivela acoplada e vídeos sendo projetados na parede. A Bicicleta de Kant é a representação imagética do pressuposto de que a vida é a projeção dos eventos que vivenciamos. Natureza, luz, céu, humanidade, guerra, destruição, vida e morte, tudo é projetado para descobrir o que há além do campo dos fenômenos, ou pelo menos, nos deixar com essa pergunta na mente.

Inferno - Um homem acorda em um local misterioso onde há apenas três portas e um rádio. A cada porta que se abre ele passará por experiências excruciantes.

O Poeta da Saudade: Humberto Porto - Jardineira, considerada um hino do carnaval brasileiro. Em resgate histórico da Era de Ouro, o filme combina cenas do espetáculo "O Jardim de Humberto Porto" e depoimentos de historiadores, pesquisadores, artistas e compositores, reafirmando a sua valorização entre os importantes atores que fundaram a música popular brasileira. Humberto Porto é também pioneiro no mercado da música e rádio, destacando-se pela sua contribuição na consolidação do direito autoral no Brasil, como membro fundador das primeiras associações. A questão é levantada em discussão da valorização do compositor. No seu repertório destacam-se canções gravadas por Carmen Miranda, Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Raul Seixas e Martinho da Vila.

O Lado de cima da cabeça - O documentário discute sobre os conceitos pré-estabelecidos na sociedade acerca da estética capilar negra.

Latossolo - A relação do homem com seu ambiente natural, e a ocupação de uma cidade localizada sobre o latossolo vermelho amarelo.
Sísifo do Vale - Paulo tem 52 anos. Fez do cume da Cachoeira da Fumaça, situada na Chapada Diamantina/Bahia, no Vale do Capão, o seu ponto diário de trabalho. Com 340 metros de altura e extensão de 6 km, o percurso é realizado em duas horas e meia de caminhada devido aos 30 kilos da mercadoria. A realidade de Paulo nos remete a Sísifo, personagem de um mito grego descrito num clássico de Albert Camus. Sísifo foi condenado pelos deuses a empurrar incessantemente uma pedra até o alto de uma montanha e de lá vê-la escorregar de novo à base para novamente iniciar sua saga, num ir e vir sem fim. Tal como na filosofia, queremos refletir sobre o absurdo e o mágico do cotidiano.

Minotauro - viagem ao labirinto do corpo - Desprogramar o corpo. Alterar a respiração. Mover o sentido. Viagem labiríntica - do pequeno ao grande do grande ao pequeno.

Ifá - Um filme como jogo, um jogo como filme. A partir de uma consulta documental ao jogo de búzios com o babalorixá Balbino Daniel de Paula do terreiro Ilê Axé Opô Aganju, em Lauro de Freitas-BA, desdobram-se performances-ebó como presentes ficcionais aos orixás.

O Ouro de Muribeca - Um curta produzido em Uibaí-Ba, filme de ficção baseado numa lenda da região sobre um ouro encantado. "Alimentado por sonhos perturbadores, Vadim um pobre rapaz sertanejo vai a busca de um 'ouro encantado'. Rituais desafiadores lhe põe a toda prova. Tudo não passará de um sonho? Pra Vadim, não!"     

No Rastro do Fogo - A queima de “espadas” (tipo de fogos de artificio) é uma competição lúdica e um espetáculo aos olhos, nos festejos Juninos em Senhor do Bonfim – BA. Há décadas, a “Guerra de Espadas” acontece durante a queima das tradicionais Fogueiras de Ramos, árvores em que são pendurados presentes, e defendidas pelos Espadeiros. Sob o prisma dessa “Guerra de Espadas”, o filme mostra a preparação das casas, pessoas e ruas, e o processo de fabricação artesanal das espadas de fogo para a noite de São João.
           
Astrogildo e a Astronave - Astrogildo anuncia para jornalistas do mundo inteiro que o seu mais novo invento, uma Astronave que liga o homem à Deus, vai voar dentro de um dia. Com a ajuda de Finício, um menino que sonha em conhecer seu pai, que foi para o céu com a ajuda de um avião, Astrogildo terá de enfrentar seus medos para conseguir voar.

Como Somos - Doze famílias com algo especial em comum: a convivência com um familiar autista e/ou com síndrome de down. Esse documentário parte do pressuposto de que instituições públicas e privadas dizem não estar preparadas para receber essas pessoas, mas o questionamento que fica é: E as famílias? Será que foram preparadas?

Muros – A obra relaciona Brasil e Palestina a partir do olhar de um fotógrafo, problematizando, através de um encontro entre fotografia e cinema, riquezas e contradições de locais estigmatizados, como favelas e campos de refugiados.

Restos - A cidade de Salvador passa por uma inesperada paralisação do serviço de limpeza pública. O apodrecimento gradual da cidade devido à greve e a reverberação desta situação aparecerão sob o olhar do gari Souza, cidadão humilde que não tem consciência de classe, mas cujo poder parece crescer a cada novo saco de lixo que se acumula em montanhas pela cidade afora.

Obra Autorizada - Cachoeira, Cidade Monumento Nacional. Uma casa, um beco, as pessoas.

A Noite Mais Longa de Minha Vida - A Solidão traz fantasmas do passado. Fernando precisa combater o Medo.

Mulher Olho de Peixe – Acupe - Mulheres do recôncavo baiano contam suas histórias de vida através do audiovisual. Iniciado em Acupe, distrito de Santo Amaro da Purificação/BA, o projeto Mulher Olho de Peixe realizou vídeos sobre as histórias e vida das mulheres das comunidades extrativistas da Bahia de Todos os Santos. Marisqueiras, pescadoras, moquequeiras, baianas de acarajé, costureiras, catadoras de mariscos, cozinheiras, todas elas mulheres negras, quilombolas, acostumadas ao destempero do tempo e da vida, fazendo contação de histórias em formato audiovisual com as mesmas mãos que puxam mariscos e caranguejos. Mil ideias na cabeça e na mão, câmeras, colheres, panos de chão, microfones. Dessa mistura sai uma mariscada de imagens e sons. E bota dendê nisso!